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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Novo

Às vezes, acreditamos que não há mais caminhos diferentes a serem trilhados. As opções parecem ter acabado, as pessoas especiais encontradas, a personalidade completamente formada e as decisões tomadas. Até que nos deparamos com uma nova trilha, pronta pra ser desvendada.

O medo e a comodidade nos fazem hesitar, refletir sobre a falsa segurança do conhecido.

Mas há uma excitação irresistível no mistério, no desejo de descobrir opções nunca antes pensadas, de desfrutar da companhia de pessoas que se tornam cada vez mais especiais, de se reformular e se redescobrir e de escolher rumos diferentes.

Nesses momentos, o novo se impõe e muda nossas vidas. Não há mais como rejeitá-lo ou fingir não perceber sua existência. Ele já se instalou, nos desnorteando e nos inundando de uma surpreendente felicidade.

domingo, outubro 28, 2007

Embriaguez

Embriagada com seus olhos, que não me saem da cabeça, senti minha garganta fechar, a barriga doer e os pés não me obedecerem. Mas tinha que caminhar, me distanciar de você. Ainda que a vontade fosse ficar e mergulhar nos seus braços, o rumo que a vida tomou não me permitia seguir meus desejos.
Desnorteada e sem palavras, fiquei como se estivesse anestesiada o resto da noite. Não consegui me concentrar em mais nada, tudo parecia sem sentido. A sensação de embriaguez não passava e eu não parava de pensar em como é estranha essa vida que nos leva a agir contra o natural. E o natural, claro como céu de verão em dia de sol sem nuvens, era estar com você.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Uma dança que não terminou...

Não consigo me lembrar da música. Na verdade, poderia ser qualquer ritmo. Não sei se samba, forró ou balada. Se bolero, tango ou salsa. Nada importava, a dança era maior. Encostada no seu corpo, sintonizados, sentindo sua energia se misturar a minha tudo passava a fazer sentido. O tempo ganhou uma nova dimensão e a eternidade deixou de ser abstrata.

terça-feira, outubro 09, 2007

E tudo se fez cor...


Às vezes, sinto o mundo em preto e branco. Não um preto e branco clássico de filme, que inebria e acalanta, e sim um preto e branco sem graça, corriqueiro e apressado, como um trabalho mal acabado.
Mas, quando o desejo por cor se torna mais intenso do que nunca, o universo sempre propõe que você encontre e reencontre paixões. Coisas simples, como toda boa paixão, e tão complexas em sua simplicidade. Uma música que empolga ou emociona, o sol que ilumina e intensifica todas as matizes, o calor que aquece e revigora, uma cena cotidiana que mostra toda a graça da vida, um momento que se eterniza...
Uma das minhas maiores paixões sempre me proporciona tudo isso, deixando um gosto de “quero mais”: o Rio de Janeiro. E como não podia deixar de ser, dessa vez tudo se fez cor.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Quando a fé morre?

Quando é que deixamos de acreditar que podemos fazer a diferença?
Quando é que deixamos de acreditar que podemos ser alguém que faça aquilo em que realmente acredita?
Será que algum dia deixamos de acreditar em nossos princípios, nossas vontades, assim como deixamos de acreditar em nós?
Quem diabos inventou essa regra do triângulo? Essa que nos faz crer que quando somos crianças temos um mundo de opções, a base do triângulo, e, conforme vamos envelhecendo, nossas opções se estreitam...
Por que temos que deixar de acreditar na justiça, na cura, no amor, na nossa capacidade?
Quando a fé morre?

Tive uma professora maravilhosa que, em nosso primeiro dia de aula de sua disciplina, contou-nos uma história que nunca mais saiu da minha cabeça:
"Um garoto perguntou a um contador de histórias porque era essa sua profissão. Então ele respondeu: Quando eu era garoto, contava histórias porque acreditava que poderia mudar o mundo. Hoje em dia, conto histórias para que o mundo não me mude".