Quem sou eu

Minha foto
36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Coragem

A palavra coragem deriva do latim cor, que significa coração. Tem como sinônimos firmeza de espírito, ânimo, perseverança. Tão natural quanto ter um coração, seria ter coragem de fazer aquilo que acredita e sente, sem receio de julgamentos alheios.

Porque, parafraseando Caetano, “cada um sabe a delícia e a dor de ser o que é...” e somente cada um sabe o que realmente é, sente e acredita. E se é a sua verdade, nunca unânime ou absoluta, porque não ser dita? Ou feita?

Falta coragem no mundo. Coragem para lutar pelos ideais, para se identificar com uma causa, para se expor e expor o que sente, para buscar a felicidade... E não tem que ser assim.

Quando uma pessoa abre mão do seu ânimo, da sua perseverança, ela abre mão de si mesma e adoece. Acredita que os sonhos e a vida acabaram e passa a viver no piloto automático.

Quando falta coragem no mundo, as pessoas passam a viver de mentiras e do medo. Medo de ser julgado, de se frustrar, de sonhar e de viver. E, depois, reclamam que o mundo está cada vez pior. Poderia estar melhor se cada um tivesse coragem de ser o que é.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Novo

Às vezes, acreditamos que não há mais caminhos diferentes a serem trilhados. As opções parecem ter acabado, as pessoas especiais encontradas, a personalidade completamente formada e as decisões tomadas. Até que nos deparamos com uma nova trilha, pronta pra ser desvendada.

O medo e a comodidade nos fazem hesitar, refletir sobre a falsa segurança do conhecido.

Mas há uma excitação irresistível no mistério, no desejo de descobrir opções nunca antes pensadas, de desfrutar da companhia de pessoas que se tornam cada vez mais especiais, de se reformular e se redescobrir e de escolher rumos diferentes.

Nesses momentos, o novo se impõe e muda nossas vidas. Não há mais como rejeitá-lo ou fingir não perceber sua existência. Ele já se instalou, nos desnorteando e nos inundando de uma surpreendente felicidade.

domingo, outubro 28, 2007

Embriaguez

Embriagada com seus olhos, que não me saem da cabeça, senti minha garganta fechar, a barriga doer e os pés não me obedecerem. Mas tinha que caminhar, me distanciar de você. Ainda que a vontade fosse ficar e mergulhar nos seus braços, o rumo que a vida tomou não me permitia seguir meus desejos.
Desnorteada e sem palavras, fiquei como se estivesse anestesiada o resto da noite. Não consegui me concentrar em mais nada, tudo parecia sem sentido. A sensação de embriaguez não passava e eu não parava de pensar em como é estranha essa vida que nos leva a agir contra o natural. E o natural, claro como céu de verão em dia de sol sem nuvens, era estar com você.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Uma dança que não terminou...

Não consigo me lembrar da música. Na verdade, poderia ser qualquer ritmo. Não sei se samba, forró ou balada. Se bolero, tango ou salsa. Nada importava, a dança era maior. Encostada no seu corpo, sintonizados, sentindo sua energia se misturar a minha tudo passava a fazer sentido. O tempo ganhou uma nova dimensão e a eternidade deixou de ser abstrata.

terça-feira, outubro 09, 2007

E tudo se fez cor...


Às vezes, sinto o mundo em preto e branco. Não um preto e branco clássico de filme, que inebria e acalanta, e sim um preto e branco sem graça, corriqueiro e apressado, como um trabalho mal acabado.
Mas, quando o desejo por cor se torna mais intenso do que nunca, o universo sempre propõe que você encontre e reencontre paixões. Coisas simples, como toda boa paixão, e tão complexas em sua simplicidade. Uma música que empolga ou emociona, o sol que ilumina e intensifica todas as matizes, o calor que aquece e revigora, uma cena cotidiana que mostra toda a graça da vida, um momento que se eterniza...
Uma das minhas maiores paixões sempre me proporciona tudo isso, deixando um gosto de “quero mais”: o Rio de Janeiro. E como não podia deixar de ser, dessa vez tudo se fez cor.