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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Sonhos vívidos

Sonhos vívidos que açoitam a noite e o sono,
Parecem deixar no corpo a marca do ali vivido.
Vivos como só os sonhos podem ser,
Mesmo quando se está acordado, aturdido.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Tuitando

Porque a onda agora é a comunicação rápida, o compartilhamento, a velocidade e a globalização, ando tuitando mais que andando por aqui...
Então, pra quem tem, pode seguir @camilamarim

No mais, assistam A Origem. Juro que quando eu conseguir absorver melhor as milhões de idéias implantadas pelo filme e por tudo que anda na net a respeito, farei um post sobre esta película.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Veneza


Sempre que viajo, tenho uma idéia pré-concebida do que vou encontrar. Talvez porque eu costume planejar à exaustão todas as minhas viagens (e considero essa uma das partes mais gostosas de viajar...). Mas Veneza me surpreendeu muito.

Esperava uma cidade linda, romântica, histórica e diferente. Mas é ainda mais diferente. Meu pouco, ou nenhum, talento para a escrita não me permite descrevê-la. Mas, ainda que eu tivesse o talento de Hemingway, acho que não conseguiria tal proeza.

Dizem que a pizza da Itália é ruim. Isso é tão mentira quanto dizer que Veneza tem um cheiro nada agradável. Tudo lá é extremamente agradável, mesmo quando o Adriático resolve poucas vezes exalar odores inusitados. As ruelas, os canais, as conchas encrustadas nas casas, a sensação de que é impossível a cidade ainda não ter literalmente afundado, a confusão de estar maerado ou ubriaco, as gôndolas e as máscaras, a música de fundo em cada canto da praça São Marcos... Deslumbrante, apaixonante.

sexta-feira, julho 02, 2010

Olha o que acabo de ler no meu horóscopo personalizado:
"Cuidado com incoerências e contradições! Sol em quadratura com lua natal".

Será que meu sol está sempre em quadratura com minha lua natal? Só nascendo de novo... ;)

quinta-feira, junho 10, 2010

Sem tempo

Ando sem tempo pra escrever, porque sempre que penso em algo interessante estou dirigindo. E aí as palavras se perdem entre faróis, buzinas e muito, mas muito, trânsito.

Fico pensando no desperdício da vida, na quantidade de tempo que jogamos fora em uma cidade como essa, de deslocamentos morosos, filas intermináveis, trabalho insandecido e irritações desnecessárias.

Mas não é sobre isso que sempre quero escrever, não sobre a falta de tempo que me assola por todos esses motivos somados a uma desorganização inata.

É sobre a magia da vida e sobre a sorte que tenho. Não imaginava que viveria tantas coisas boas como vivi até agora - e foi tão pouco tempo de vida até então, ou não ;). Não que eu fosse ou seja pessimista, cada dia aliás sou mais otimista e Alice (apesar de não ter visto sua releitura pelo Tim Burton até agora!). Mas é que realmente tenho muita sorte.

As pessoas que passaram na minha vida e que permanecem me rodeando, de longe ou de perto, são tão especiais e me ensinaram tantas coisas, que nem tenho como agradecer. Consegui, mesmo reclamando todo dia, ter uma profissão que me preenche, me desafia e me garante um certo conforto financeiro. Conheci lugares maravilhosos, que me trouxeram outras visões de vida e de mundo, e tenho outros tantos já planejados pra conhecer. A minha família só tem gente maluca, mas estão todos felizes e bem resolvidos. Eu vejo muitos filmes maravilhosos (sim, eu vou bastante ao cinema, mesmo que sempre diga que preciso ir mais), que alimentam minha realidade e minhas fantasias de uma forma que nem sei explicar. Dou gargalhadas todos os dias, muitas e deliciosas.

Não sei se dá pra querer mais, apesar de eu sempre achar que quero mais (exigente até dizer chega!). Também não sei se é bom não querer mais, tenho horror a estagnação. Mas sei que sou muito feliz e que quis compartilhar isso agora.

Apesar de não serem exatamente essas as idéias mirabolantes de texto que tenho no carro, é o que tenho pra hoje... ;)