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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

domingo, fevereiro 06, 2011

Intimidade - por Elizabeth Gilbert

"Todo casal do mundo tem o potencial de se tornar, com o tempo, um pequeno país isolado com dois habitantes, criando uma cultura própria, uma linguagem própria, um código moral próprio do qual ninguém mais pode participar".

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Um pijama listrado e um rio de lágrimas



Eu sei que não há nada mais batido no cinema que filmes sobre o holocausto. Talvez por isso não tenha feito questão de assistir ao "O menino do pijama listrado" quando saiu no cinema. Achei que não acrescentaria nada ao tema, nem à expectadora.

Neste domingo, percebi meu ledo engano. O filme pode não acrescentar muito ao tema do holocausto, mas é sublime em fazer refletir sobre a humanidade. Não só por mostrar a visão de uma criança de momentos históricos tão terríveis, mas também por retratar momentos de uma história fictícia que representam tanto sobre a nossa vida.

Nada do que eu escrever aqui poderá estragar 1 segundo sequer, então tomarei a liberdade de falar sobre alguns momentos muito especiais pra mim, que merecem ser destacados:

- Todos relacionados ao personagem Pavel são comoventes: sua resiliência, sua bondade mantida mesmo diante de tanto sofrimento e injustiça, seu olhar enquanto descasca as batatas... muitas lágrimas arrancadas dos meus olhos.

- O sofrimento de uma criança de 8 anos ao ser desleal com um amigo, por puro medo. Coagir alguém é uma das coisas mais abomináveis que se pode fazer, mas coagir uma criança, sem maturidade para impor sua vontade e aquilo que acredita ser correto, é uma maldade sem fim.

- A dor feminina da submissão. Como dói ver aquela mãe definhando a cada dia que passa, sua revolta contida e atrasada...

- Como uma mentira bem contada se transforma em verdade absoluta e faz um pai de família, uma menina de 12 anos, toda uma nação, não perceberem o absurdo de matar em massa milhões de pessoas por um motivo pífio, com requintes de crueldade desnecessária (pleonasmo não? Crueldade é sempre desnecessária).

- E, acima de tudo, como é humana a fraternidade, retratada tão lindamente pelos 2 meninos.

E lá se foi um rio de lágrimas... pela história fictícia, pela história real da época e de hoje, quando matar ainda é tão "barato" e a crueldade ainda é tão presente, contrariando tudo o que é natural.

segunda-feira, novembro 08, 2010

O imperfeito

Eu não preciso de mão na cabeça, mas não quero tapa na cara.
Não preciso de um soldado de defesa, mas não quero o ataque.
Não preciso tirar 10 na prova, mas não quero um zero final.
O que realmente preciso, por mais que saiba que é pedir demais, é do abraço e da acolhida quando os erros forem tantos que a nota não chegue a 5.
A marreta deixem comigo. Asseguro: é mais pesada que o suficiente.

terça-feira, outubro 19, 2010

Love story e filosofia

Quando criança, tinha mania de pegar frases de filmes para escrever na agenda (sim, porque não tínhamos esta tecnologia toda, nem computador nem nada e nossa diversão de menina eram as famosas e gordas agendas). Eis que no filme Love Story, uma das frases mais famosas era "amar é jamais ter que pedir perdão".
Na minha tenra idade, eu não compreendia muito bem o que isso significava, mas reproduzia como tantas outras mais incompreensíveis. Tempos mais tarde, entendi que quem amava jamais deveria produzir motivos para ser necessário o perdão do outro. Mais tarde ainda, discordei profundamente, porque somente no amor reside o verdadeiro perdão.
Hoje, entendo que só quem ama tem motivo suficiente para pedir desculpas com sinceridade e verdadeira intenção de nunca mais precisar fazê-lo, mesmo sabendo que isso é improvável, mesmo percebendo que vez ou outra se erra sem se dar conta.
Por isso, amar é a capacidade de pedir perdão e ainda mais a capacidade de perdoar.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Sonhos vívidos

Sonhos vívidos que açoitam a noite e o sono,
Parecem deixar no corpo a marca do ali vivido.
Vivos como só os sonhos podem ser,
Mesmo quando se está acordado, aturdido.