Quem sou eu

Minha foto
36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

domingo, outubro 28, 2007

Embriaguez

Embriagada com seus olhos, que não me saem da cabeça, senti minha garganta fechar, a barriga doer e os pés não me obedecerem. Mas tinha que caminhar, me distanciar de você. Ainda que a vontade fosse ficar e mergulhar nos seus braços, o rumo que a vida tomou não me permitia seguir meus desejos.
Desnorteada e sem palavras, fiquei como se estivesse anestesiada o resto da noite. Não consegui me concentrar em mais nada, tudo parecia sem sentido. A sensação de embriaguez não passava e eu não parava de pensar em como é estranha essa vida que nos leva a agir contra o natural. E o natural, claro como céu de verão em dia de sol sem nuvens, era estar com você.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Uma dança que não terminou...

Não consigo me lembrar da música. Na verdade, poderia ser qualquer ritmo. Não sei se samba, forró ou balada. Se bolero, tango ou salsa. Nada importava, a dança era maior. Encostada no seu corpo, sintonizados, sentindo sua energia se misturar a minha tudo passava a fazer sentido. O tempo ganhou uma nova dimensão e a eternidade deixou de ser abstrata.

terça-feira, outubro 09, 2007

E tudo se fez cor...


Às vezes, sinto o mundo em preto e branco. Não um preto e branco clássico de filme, que inebria e acalanta, e sim um preto e branco sem graça, corriqueiro e apressado, como um trabalho mal acabado.
Mas, quando o desejo por cor se torna mais intenso do que nunca, o universo sempre propõe que você encontre e reencontre paixões. Coisas simples, como toda boa paixão, e tão complexas em sua simplicidade. Uma música que empolga ou emociona, o sol que ilumina e intensifica todas as matizes, o calor que aquece e revigora, uma cena cotidiana que mostra toda a graça da vida, um momento que se eterniza...
Uma das minhas maiores paixões sempre me proporciona tudo isso, deixando um gosto de “quero mais”: o Rio de Janeiro. E como não podia deixar de ser, dessa vez tudo se fez cor.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Quando a fé morre?

Quando é que deixamos de acreditar que podemos fazer a diferença?
Quando é que deixamos de acreditar que podemos ser alguém que faça aquilo em que realmente acredita?
Será que algum dia deixamos de acreditar em nossos princípios, nossas vontades, assim como deixamos de acreditar em nós?
Quem diabos inventou essa regra do triângulo? Essa que nos faz crer que quando somos crianças temos um mundo de opções, a base do triângulo, e, conforme vamos envelhecendo, nossas opções se estreitam...
Por que temos que deixar de acreditar na justiça, na cura, no amor, na nossa capacidade?
Quando a fé morre?

Tive uma professora maravilhosa que, em nosso primeiro dia de aula de sua disciplina, contou-nos uma história que nunca mais saiu da minha cabeça:
"Um garoto perguntou a um contador de histórias porque era essa sua profissão. Então ele respondeu: Quando eu era garoto, contava histórias porque acreditava que poderia mudar o mundo. Hoje em dia, conto histórias para que o mundo não me mude".

segunda-feira, setembro 11, 2006

Barbie

No mundo da Barbie era fácil ser bem sucedida.
Ela tinha uma casa, carro, família, viajava muito e tinha sempre uma profissão interessante. Era inteligente, bonita, tinha amigas maravilhosas, gostava de todo mundo e todo mundo gostava dela.
Não tinha dificuldade financeira, pessoas invejosas tentando puxar o seu tapete, briga conjugal ou ter que se matar de trabalhar. Não ficava doente, o pneu não furava, nunca chovia e não existia TPM.
Nossa geração não tem complexo de Cinderela. Ninguém mais quer ser a gata borralheira pela qual um príncipe se apaixona e eles são felizes para sempre, assim sem fazer nada, sem acontecer nada, lá dentro do castelo.
A gente tem complexo de Barbie. Quer ser a mulher maravilha que trabalha, estuda, cria filhos, vive intensos momentos de paixão, viaja, consome e ainda continua linda e jovem para o resto da vida.
Deve ser por isso que investem tanto em clonagem...