Engraçado!
Há pessoas que acreditam que o projeto de lei contra a homofobia é uma ameaça a "liberdade religiosa", quando na verdade ele só iguala os preconceitos, proibindo o preconceito contra homossexuais tal qual é proibido o preconceito racial ou religioso.
Se todos pensássemos como esses radicais obtusos, o correto e justo em um país dito laico e democrático seria então permitirmos qualquer preconceito e ateus poderiam tranqüilamente ridicularizar os que crêem em algo e os azuis poderiam afirmar que são muito superiores aos verdes...
É muita ignorância em um lugar só. Tanta coisa pra se preocupar e um monte de gente supostamente culta se importando com a manutenção do seu "direito" de definir o que é certo ou errado pra vida dos outros.
#prontofalei
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
quarta-feira, maio 25, 2011
quinta-feira, abril 07, 2011
Todo egoísmo é permitido, mas...
Todo egoísmo é permitido, mas hoje eu me superei. Fiquei muito chateada com algo tão bobo. Por ter sido apenas questionada sobre os meus amados dias de férias. Aqueles que significam boa porcentagem do meu afinco diário no trabalho, que juro não ser pouco.
Sim, eu me perdôo, porque todo egoísmo é permitido. Afinal somos serezinhos tão ínfimos e com sentimentos tão pequenos, mas essa também é nossa graça. Perdôo-me, permito meu egoísmo, mas não deixo de achá-lo ridículo.
Ridículo num dia em que o Japão mais uma vez, em tão pouco tempo, sofre mais um terremoto importante, com outra ameaça de tsunami, retirada apenas 1h e meia depois do alarme (imaginem a tortura da espera!).
Mais ridículo ainda num dia em que um maluco idiota entra num colégio e mata 12 adolescentes, deixa mais um tanto à beira da morte ou da sub-vida, fere fisicamente mais um monte e deixa vários traumatizados para o resto da vida, por esperarem acabar minutos de angústia, desenhando uma casinha na mão ou rezando (cada um a seu modo) e vendo seus colegas serem assassinados com tiros a queima roupa, por nada (imaginem mais uma vez a tortura da espera!).
E meu egoísmo é ridículo todos os dias. Sempre por coisas tão bobas e pequenas... Porque eu tenho tanta sorte na vida e sou tão abençoada que quase seria proibido que eu me permitisse esses caprichos. Mas, sim! Todo egoísmo é permitido. Porque essa também e nossa graça, mesmo num dia terrível como esse.
Sim, eu me perdôo, porque todo egoísmo é permitido. Afinal somos serezinhos tão ínfimos e com sentimentos tão pequenos, mas essa também é nossa graça. Perdôo-me, permito meu egoísmo, mas não deixo de achá-lo ridículo.
Ridículo num dia em que o Japão mais uma vez, em tão pouco tempo, sofre mais um terremoto importante, com outra ameaça de tsunami, retirada apenas 1h e meia depois do alarme (imaginem a tortura da espera!).
Mais ridículo ainda num dia em que um maluco idiota entra num colégio e mata 12 adolescentes, deixa mais um tanto à beira da morte ou da sub-vida, fere fisicamente mais um monte e deixa vários traumatizados para o resto da vida, por esperarem acabar minutos de angústia, desenhando uma casinha na mão ou rezando (cada um a seu modo) e vendo seus colegas serem assassinados com tiros a queima roupa, por nada (imaginem mais uma vez a tortura da espera!).
E meu egoísmo é ridículo todos os dias. Sempre por coisas tão bobas e pequenas... Porque eu tenho tanta sorte na vida e sou tão abençoada que quase seria proibido que eu me permitisse esses caprichos. Mas, sim! Todo egoísmo é permitido. Porque essa também e nossa graça, mesmo num dia terrível como esse.
domingo, fevereiro 06, 2011
Intimidade - por Elizabeth Gilbert
"Todo casal do mundo tem o potencial de se tornar, com o tempo, um pequeno país isolado com dois habitantes, criando uma cultura própria, uma linguagem própria, um código moral próprio do qual ninguém mais pode participar".
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Um pijama listrado e um rio de lágrimas

Eu sei que não há nada mais batido no cinema que filmes sobre o holocausto. Talvez por isso não tenha feito questão de assistir ao "O menino do pijama listrado" quando saiu no cinema. Achei que não acrescentaria nada ao tema, nem à expectadora.
Neste domingo, percebi meu ledo engano. O filme pode não acrescentar muito ao tema do holocausto, mas é sublime em fazer refletir sobre a humanidade. Não só por mostrar a visão de uma criança de momentos históricos tão terríveis, mas também por retratar momentos de uma história fictícia que representam tanto sobre a nossa vida.
Nada do que eu escrever aqui poderá estragar 1 segundo sequer, então tomarei a liberdade de falar sobre alguns momentos muito especiais pra mim, que merecem ser destacados:
- Todos relacionados ao personagem Pavel são comoventes: sua resiliência, sua bondade mantida mesmo diante de tanto sofrimento e injustiça, seu olhar enquanto descasca as batatas... muitas lágrimas arrancadas dos meus olhos.
- O sofrimento de uma criança de 8 anos ao ser desleal com um amigo, por puro medo. Coagir alguém é uma das coisas mais abomináveis que se pode fazer, mas coagir uma criança, sem maturidade para impor sua vontade e aquilo que acredita ser correto, é uma maldade sem fim.
- A dor feminina da submissão. Como dói ver aquela mãe definhando a cada dia que passa, sua revolta contida e atrasada...
- Como uma mentira bem contada se transforma em verdade absoluta e faz um pai de família, uma menina de 12 anos, toda uma nação, não perceberem o absurdo de matar em massa milhões de pessoas por um motivo pífio, com requintes de crueldade desnecessária (pleonasmo não? Crueldade é sempre desnecessária).
- E, acima de tudo, como é humana a fraternidade, retratada tão lindamente pelos 2 meninos.
E lá se foi um rio de lágrimas... pela história fictícia, pela história real da época e de hoje, quando matar ainda é tão "barato" e a crueldade ainda é tão presente, contrariando tudo o que é natural.
segunda-feira, novembro 08, 2010
O imperfeito
Eu não preciso de mão na cabeça, mas não quero tapa na cara.
Não preciso de um soldado de defesa, mas não quero o ataque.
Não preciso tirar 10 na prova, mas não quero um zero final.
O que realmente preciso, por mais que saiba que é pedir demais, é do abraço e da acolhida quando os erros forem tantos que a nota não chegue a 5.
A marreta deixem comigo. Asseguro: é mais pesada que o suficiente.
Não preciso de um soldado de defesa, mas não quero o ataque.
Não preciso tirar 10 na prova, mas não quero um zero final.
O que realmente preciso, por mais que saiba que é pedir demais, é do abraço e da acolhida quando os erros forem tantos que a nota não chegue a 5.
A marreta deixem comigo. Asseguro: é mais pesada que o suficiente.
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