Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Uma dança que não terminou...
Não consigo me lembrar da música. Na verdade, poderia ser qualquer ritmo. Não sei se samba, forró ou balada. Se bolero, tango ou salsa. Nada importava, a dança era maior. Encostada no seu corpo, sintonizados, sentindo sua energia se misturar a minha tudo passava a fazer sentido. O tempo ganhou uma nova dimensão e a eternidade deixou de ser abstrata.
terça-feira, outubro 09, 2007
E tudo se fez cor...
Às vezes, sinto o mundo em preto e branco. Não um preto e branco clássico de filme, que inebria e acalanta, e sim um preto e branco sem graça, corriqueiro e apressado, como um trabalho mal acabado.
Mas, quando o desejo por cor se torna mais intenso do que nunca, o universo sempre propõe que você encontre e reencontre paixões. Coisas simples, como toda boa paixão, e tão complexas em sua simplicidade. Uma música que empolga ou emociona, o sol que ilumina e intensifica todas as matizes, o calor que aquece e revigora, uma cena cotidiana que mostra toda a graça da vida, um momento que se eterniza...
Uma das minhas maiores paixões sempre me proporciona tudo isso, deixando um gosto de “quero mais”: o Rio de Janeiro. E como não podia deixar de ser, dessa vez tudo se fez cor.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Quando a fé morre?
Quando é que deixamos de acreditar que podemos fazer a diferença?
Quando é que deixamos de acreditar que podemos ser alguém que faça aquilo em que realmente acredita?
Será que algum dia deixamos de acreditar em nossos princípios, nossas vontades, assim como deixamos de acreditar em nós?
Quem diabos inventou essa regra do triângulo? Essa que nos faz crer que quando somos crianças temos um mundo de opções, a base do triângulo, e, conforme vamos envelhecendo, nossas opções se estreitam...
Por que temos que deixar de acreditar na justiça, na cura, no amor, na nossa capacidade?
Quando a fé morre?
Tive uma professora maravilhosa que, em nosso primeiro dia de aula de sua disciplina, contou-nos uma história que nunca mais saiu da minha cabeça:
"Um garoto perguntou a um contador de histórias porque era essa sua profissão. Então ele respondeu: Quando eu era garoto, contava histórias porque acreditava que poderia mudar o mundo. Hoje em dia, conto histórias para que o mundo não me mude".
Quando é que deixamos de acreditar que podemos ser alguém que faça aquilo em que realmente acredita?
Será que algum dia deixamos de acreditar em nossos princípios, nossas vontades, assim como deixamos de acreditar em nós?
Quem diabos inventou essa regra do triângulo? Essa que nos faz crer que quando somos crianças temos um mundo de opções, a base do triângulo, e, conforme vamos envelhecendo, nossas opções se estreitam...
Por que temos que deixar de acreditar na justiça, na cura, no amor, na nossa capacidade?
Quando a fé morre?
Tive uma professora maravilhosa que, em nosso primeiro dia de aula de sua disciplina, contou-nos uma história que nunca mais saiu da minha cabeça:
"Um garoto perguntou a um contador de histórias porque era essa sua profissão. Então ele respondeu: Quando eu era garoto, contava histórias porque acreditava que poderia mudar o mundo. Hoje em dia, conto histórias para que o mundo não me mude".
segunda-feira, setembro 11, 2006
Barbie
No mundo da Barbie era fácil ser bem sucedida.
Ela tinha uma casa, carro, família, viajava muito e tinha sempre uma profissão interessante. Era inteligente, bonita, tinha amigas maravilhosas, gostava de todo mundo e todo mundo gostava dela.
Não tinha dificuldade financeira, pessoas invejosas tentando puxar o seu tapete, briga conjugal ou ter que se matar de trabalhar. Não ficava doente, o pneu não furava, nunca chovia e não existia TPM.
Nossa geração não tem complexo de Cinderela. Ninguém mais quer ser a gata borralheira pela qual um príncipe se apaixona e eles são felizes para sempre, assim sem fazer nada, sem acontecer nada, lá dentro do castelo.
A gente tem complexo de Barbie. Quer ser a mulher maravilha que trabalha, estuda, cria filhos, vive intensos momentos de paixão, viaja, consome e ainda continua linda e jovem para o resto da vida.
Deve ser por isso que investem tanto em clonagem...
Ela tinha uma casa, carro, família, viajava muito e tinha sempre uma profissão interessante. Era inteligente, bonita, tinha amigas maravilhosas, gostava de todo mundo e todo mundo gostava dela.
Não tinha dificuldade financeira, pessoas invejosas tentando puxar o seu tapete, briga conjugal ou ter que se matar de trabalhar. Não ficava doente, o pneu não furava, nunca chovia e não existia TPM.
Nossa geração não tem complexo de Cinderela. Ninguém mais quer ser a gata borralheira pela qual um príncipe se apaixona e eles são felizes para sempre, assim sem fazer nada, sem acontecer nada, lá dentro do castelo.
A gente tem complexo de Barbie. Quer ser a mulher maravilha que trabalha, estuda, cria filhos, vive intensos momentos de paixão, viaja, consome e ainda continua linda e jovem para o resto da vida.
Deve ser por isso que investem tanto em clonagem...
quinta-feira, agosto 17, 2006
A escrita
Escrever é tão mais fácil! Não escrever bonito, rebuscado, como quem escreve um soneto ou um best seller. E sim escrever o que se pensa da vida, dos outros, de si mesmo.
Nesses tempos digitais, começo a perceber que não conhecemos de fato as pessoas que nos cercam. Descubro através de e-mails, blogs, scraps e outros recursos que talvez eu desconheça que nem sempre as pessoas nos dizem o que pensam ou o que são.
Sinto falta do olho no olho, do toque, de ver um sorriso ou uma lágrima, mas me convenço, a cada dia, que só conhecemos de verdade alguém através do que ela escreve.
Nesses tempos digitais, começo a perceber que não conhecemos de fato as pessoas que nos cercam. Descubro através de e-mails, blogs, scraps e outros recursos que talvez eu desconheça que nem sempre as pessoas nos dizem o que pensam ou o que são.
Sinto falta do olho no olho, do toque, de ver um sorriso ou uma lágrima, mas me convenço, a cada dia, que só conhecemos de verdade alguém através do que ela escreve.
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