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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Minhas meninas

Lembro das músicas cantadas, gritadas, da confusão do banheiro pré balada, das brigas por causa da louça, do banheiro, do barulho.
Lembro das aventuras, das viagens, dos planos, dos casos mal resolvidos, das conversas no quartinho, da ata bem guardada, das risadas espalhadas.
Lembro de cada minuto, cada lágrima, cada abraço, cada colo e cada silêncio que compartilhamos.
Lembro da certeza do amor e da eternidade. E não é que estávamos certas?

O meu amor e o Chico

Esse Chico e seus encantos... A cada dia colocando mais palavras na minha boca e na minha alma.

O MEU AMOR
Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

quarta-feira, novembro 21, 2007

Catavento


E de pensar morreu o burro. Será?
Idéias ao vento, cabelos ao vento...
A biruta parou, o catavento também.
E agora?

Pensamento solto, assim sem rumo,
vai pra alma e fica lá.
Melhor ao vento, chega longe.
Será?

A alma, assim tão perto
e tão pouco explorada,
sente-se um pouco incomodada
com tamanha intromissão.

Mas o vento logo torna,
leva tudo pra longe.
O catavento enlouquece,
a biruta não sabe pra onde vai.
O pensamento é que fica biruta,
viaja pra qualquer lugar.

Deixa a alma pra mais tarde,
que ela é logo ali.
Tão próxima e tão distante,
volta pra sua quietude.
Será?

sexta-feira, novembro 16, 2007

Trilha sonora

Pra mim, a vida sempre teve trilha sonora.
Para melhor entendimento, é importante ressaltar que toda leonina é um pouco dramática e, sendo assim, minha trajetória é quase um filme e cada cena tem um som de fundo.
Renato Russo escreveu a trilha sonora de muita gente, ou pelo menos boa parte dela. Comigo não foi diferente. Nos momentos que minhas palavras não foram o suficiente, sempre encontrei uma frase que me completou.

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
Sempre a última chance

Encanto

Tudo em você encanta.
Seus olhos, seu sorriso,
seu toque, seu beijo.
Sua presença nos momentos mais precisos,
quando tudo parece estranho e vazio.

Essa sensação de conforto
que sinto ao seu lado,
como se nos conhecêssemos há anos,
desde sempre, desde que há.