Eis que estava eu com essa música na cabeça, na boca e no celular, quando a baiana me aparece na TV, no programa de maior audiência, e a canta, bem antes do climax. Tudo de bom! Coincidências sempre são divertidas... Passando o recado.
Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais
Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar
E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
terça-feira, março 25, 2008
domingo, março 23, 2008
Amores são sempre possíveis
Apesar de Platão, do Romantismo e de toda esta cultura de Tristão e Isolda que nos assola, todos esperam viver amores possíveis. O sofrimento é lindo nos filmes, produtivo para os artistas e insuportável a longo prazo para qualquer ser humano normal. Muitos insistem em dizer que não é fácil encontrar um amor, outros afirmam que é difícil manter a chama acesa com o tempo. Mas a verdade é que, quando se quer amar e se permite ser amado, amores são sempre possíveis.
Amores possíveis
Paulinho Moska
Sim,
Tudo agora está no seu lugar
O universo até parece conspirar pra que não seja em vão,
Tanto tempo esperando esse amor
Sim,
Parece até que nada em nós mudou
Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis ver chegar
Paixões que eu vivi como se fosse uma,
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Amores possíveis
Paulinho Moska
Sim,
Tudo agora está no seu lugar
O universo até parece conspirar pra que não seja em vão,
Tanto tempo esperando esse amor
Sim,
Parece até que nada em nós mudou
Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis ver chegar
Paixões que eu vivi como se fosse uma,
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
domingo, março 16, 2008
Dizer ou não dizer, eis a questão!
Tive uma infância quieta, repleta de silêncios, na proteção do meu quarto. Pensava, pensava e pensava, mas não dizia nada. Não sabia como me comunicar com palavras ditas, então escrevia e escondia, porque deixar alguém ler seria o mesmo que falar e isso eu não sabia.
Com o tempo, fui querendo interagir e fazer parte do mundo. Queria sair da solidão que me assolava de uma maneira incompreensível. Aprendi a falar, sobre tudo um pouco, a sós ou pra multidões. Passei a acreditar que tudo precisava ser dito, que sentimentos e pensamentos foram feitos para serem compartilhados. E falei muito, demais.
Voltei a refletir e descobri que algumas coisas devem ser ditas e outras não, isso é racional. Mas é difícil escolher o que dizer. Pensei que se você tem que discutir muito um assunto é porque algo não está dando certo, então é melhor não falar. Os olhos fariam sua parte.
Hoje percebi meu ledo engano, não falar também deixa marcas. O silêncio fala, grita até. E, assim como os olhos, corre o risco de ser mal interpretado.
Entre minhas eternas tentativas de ser racional e minhas também eternas destemperanças de instinto, só consigo acreditar que não há certo nem errado quando o assunto é se expressar.
Percebi que falar pode ser a forma mais justa de se fazer entender e de procurar entender o outro, ainda que muitas vezes seja constrangedor ou até enfadonho. Porque tudo o que fica mal resolvido, dito pela metade ou não dito permanecerá dentro de você, como uma erva daninha impedindo o seu crescimento. E isso definitivamente não pode ser racional.
Ainda que o receio de quem já falou demais continue me perseguindo, vou tentar me lembrar da questão: Dizer ou não dizer? Entre as tantas escolhas que temos na vida, essa será só mais uma. Por vezes poderei me arrepender, outras me sentirei aliviada por dizer ou não. E isso certamente me fará crescer. Nada pode ser mais racional.
Com o tempo, fui querendo interagir e fazer parte do mundo. Queria sair da solidão que me assolava de uma maneira incompreensível. Aprendi a falar, sobre tudo um pouco, a sós ou pra multidões. Passei a acreditar que tudo precisava ser dito, que sentimentos e pensamentos foram feitos para serem compartilhados. E falei muito, demais.
Voltei a refletir e descobri que algumas coisas devem ser ditas e outras não, isso é racional. Mas é difícil escolher o que dizer. Pensei que se você tem que discutir muito um assunto é porque algo não está dando certo, então é melhor não falar. Os olhos fariam sua parte.
Hoje percebi meu ledo engano, não falar também deixa marcas. O silêncio fala, grita até. E, assim como os olhos, corre o risco de ser mal interpretado.
Entre minhas eternas tentativas de ser racional e minhas também eternas destemperanças de instinto, só consigo acreditar que não há certo nem errado quando o assunto é se expressar.
Percebi que falar pode ser a forma mais justa de se fazer entender e de procurar entender o outro, ainda que muitas vezes seja constrangedor ou até enfadonho. Porque tudo o que fica mal resolvido, dito pela metade ou não dito permanecerá dentro de você, como uma erva daninha impedindo o seu crescimento. E isso definitivamente não pode ser racional.
Ainda que o receio de quem já falou demais continue me perseguindo, vou tentar me lembrar da questão: Dizer ou não dizer? Entre as tantas escolhas que temos na vida, essa será só mais uma. Por vezes poderei me arrepender, outras me sentirei aliviada por dizer ou não. E isso certamente me fará crescer. Nada pode ser mais racional.
Martha Medeiros
Sem querer, navegando nesse mundo que é a internet, tive o prazer de descobrir essa jornalista e escritora gaúcha, chamada Martha Medeiros.
Para o deleite de vocês, separei alguns trechos de um poema chamado A Voz do Silêncio:
" Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
(...)
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
(...)
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem."
Para o deleite de vocês, separei alguns trechos de um poema chamado A Voz do Silêncio:
" Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
(...)
É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
(...)
Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem."
terça-feira, março 11, 2008
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