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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

quinta-feira, junho 10, 2010

Sem tempo

Ando sem tempo pra escrever, porque sempre que penso em algo interessante estou dirigindo. E aí as palavras se perdem entre faróis, buzinas e muito, mas muito, trânsito.

Fico pensando no desperdício da vida, na quantidade de tempo que jogamos fora em uma cidade como essa, de deslocamentos morosos, filas intermináveis, trabalho insandecido e irritações desnecessárias.

Mas não é sobre isso que sempre quero escrever, não sobre a falta de tempo que me assola por todos esses motivos somados a uma desorganização inata.

É sobre a magia da vida e sobre a sorte que tenho. Não imaginava que viveria tantas coisas boas como vivi até agora - e foi tão pouco tempo de vida até então, ou não ;). Não que eu fosse ou seja pessimista, cada dia aliás sou mais otimista e Alice (apesar de não ter visto sua releitura pelo Tim Burton até agora!). Mas é que realmente tenho muita sorte.

As pessoas que passaram na minha vida e que permanecem me rodeando, de longe ou de perto, são tão especiais e me ensinaram tantas coisas, que nem tenho como agradecer. Consegui, mesmo reclamando todo dia, ter uma profissão que me preenche, me desafia e me garante um certo conforto financeiro. Conheci lugares maravilhosos, que me trouxeram outras visões de vida e de mundo, e tenho outros tantos já planejados pra conhecer. A minha família só tem gente maluca, mas estão todos felizes e bem resolvidos. Eu vejo muitos filmes maravilhosos (sim, eu vou bastante ao cinema, mesmo que sempre diga que preciso ir mais), que alimentam minha realidade e minhas fantasias de uma forma que nem sei explicar. Dou gargalhadas todos os dias, muitas e deliciosas.

Não sei se dá pra querer mais, apesar de eu sempre achar que quero mais (exigente até dizer chega!). Também não sei se é bom não querer mais, tenho horror a estagnação. Mas sei que sou muito feliz e que quis compartilhar isso agora.

Apesar de não serem exatamente essas as idéias mirabolantes de texto que tenho no carro, é o que tenho pra hoje... ;)

segunda-feira, abril 19, 2010

Gestos

A verdade é que ando bem inspirada e, hoje, especialmente romântica (de chorar em final de seriado...rs). Mas é verdade também que ando um tanto crítica, principalmente em relação ao que escrevo. Parece tudo repetido, imitativo ou sem graça. Mas os pensamentos desregrados e desalinhados, que motivam a escrita, são bem novidade. I feel so brand new...

Sempre me preocupei com palavras, declarações abertas e, até mesmo, escarradas. Ultimamente, ando afixionada pelos gestos, que estão aos montes na minha vida. Incisivos, certeiros e abertamente declarados, mais do que qualquer palavra poderia ser.

Tantos, e tão deliciosos, que me fazem sorrir, mesmo em dias como hoje, de humor prejudicado pela chatice paulistana e pelos vírus de começo de inverno. E é por isso que "até quem me vê, na fila do pão, sabe que eu te encontrei" - porque eu não resisto a uma imitação, ainda mais se for de uma breguice sem fim... ;)

segunda-feira, abril 12, 2010

Ilha do Medo


Normalmente não utilizo essa fonte pra recomendar nada de concreto, mas por esse filme vale a pena "quebrar protocolos". Ainda mais porque TEM que ser visto no cinema.

Suspense da melhor categoria, com fotografia e trilha de tirar o fôlego (tensão pura), direção impecável de Scorsese, os sempre maravilhosos Leonardo di Caprio e Mark Rufallo - maravilhosos em todos os sentidos ;) e um roteiro incrível. Dá vontade de ler o livro "Paciente 67" mesmo já sabendo o final, que, aliás, é PERFEITO.

Vale muito cada real do ingresso (e olha que cada dia são mais reais...) pra entrar de verdade no clima do filme, algo que só a telona pode fazer por você.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Sentir-se amado

Trechos do texto da Martha Medeiros:

“(...) Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. (...)

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. (...)

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.”