Me descubro de repente redescobrindo tantas coisas,
Redescobrindo o sorriso de outrora,
Os olhares adormecidos na loucura do dia a dia.
Me pergunto quase cotidianamente
Porque todos somos assim?
Nos deixamos levar pelas mazelas e rotinas
E esquecemos de nossas quimeras e alegrias.
Porque a riqueza dos detalhes é deixada de lado?
Cada belo gesto, cada ternura contida em um ato,
Desprezados assim por pura distração.
Por que a vida é levada tão a sério?
E o que é o sério?
Sério não precisa ser siso,
Sério pode ser sensatez, já diz o dicionário.
E há forma mais séria de levar a vida,
Que deixar a felicidade inundar cada momento?
Por isso, me descubro a cada dia,
Procurando a diversão, um motivo pra rir,
Outro pra me sentir grata, outro ainda pro meu olho brilhar.
E ele sempre há de brilhar,
Por cada olhar redescoberto,
Por cada sorriso reconquistado,
Por todas as coisas novas que estão por vir,
Pela certeza de que tenho aptidão pra felicidade.
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Vida a sério
terça-feira, novembro 25, 2008
Telegrama
Hoje eu acordei com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado,
de bater na porta do vizinho e desejar bom dia,
de beijar o português da padaria...
Emprestada do Zeca Baleiro
domingo, novembro 23, 2008
Paciência
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
sábado, novembro 22, 2008
Miudinho
Assim bem miudinho
Cê não sabe acompanhar
Quero ver chegar junto
Prá me juntar, eh!
Me fazer sentir mais viva
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mi'léguas
Sem descansar
É que eu mando direitinho
Assim bem miudinho
Sei que você vai gostar
Partes da música Cabide, composição da Ana Carolina, interpretada pela Mart´nália.
terça-feira, novembro 18, 2008
Esses olhos...
Essa boca convidativa que não deixo de sentir,
Esses braços aconchegantes em que adoro me soltar,
Essas palavras curiosas que estou sempre ávida a ouvir.
Ah! Esses olhos que não canso de com os meus cruzar,
Esse sorriso tão gostoso que me faz também sorrir,
Esse carisma irradiante que eu não paro de admirar,
Essa sinceridade tão gritante que me impede de mentir.
Ah! Esses olhos que não se cansam de me chamar,
Que me fazem de todo o resto esquecer,
Porque a vida é curta e o tempo sempre a se apressar,
Sussurrando que ainda há tanto pra viver.