Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu.
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Desejo
domingo, janeiro 25, 2009
Green eyes
And it feels so much lighter
Now i've met you
And honey you should know
That i could never go on
Without you
Green eyes
Honey you are the sea
Upon which i float
And i came here to talk
I think you should know
The green eyes
You're the one that
I wanted to find
Mais uma do Coldplay pra traduzir meus pensamentos...
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Versos
Escrevo os sentidos,
Por hora como um sussurro,
Em outras como um grito.
Só porque é preciso dizer,
Que o amor não exige troca,
Não tem tamanho, nem medida,
E não se deixa por palavras.
Porque o encanto de outrora
Perdura em cada segundo,
Invertendo a ordem do tempo,
Contrastando todo com tudo.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Olhei para trás, vi meus passos na areia. Eles pareciam tão maiores que meus pés e o trajeto tão mais curto do que os músculos das minhas pernas denunciavam... Areia fofa, piso irregular, devia ser isso. Mas a vista do mar e o vento no rosto eram tão bons que estavam valendo a caminhada. Passei pelo riacho que desembocava discreto no mar e pelas conchas jogadas displicentemente, trazidas pelas ondas por não servirem mais para suas donas. Prestei atenção em cada som, em cada cor, no cheiro da maresia, tudo parecia preencher o momento. Mas a praia acabou num rochedo instransponível e eu não tinha outra opção a não ser voltar. Fui seguindo meus passos de volta, prestando atenção em cada um deles. Ao contrário do que sempre acontece, o retorno pareceu bem mais longo do que a ida. O prazer não era o mesmo e me lembrei que caminhava sozinha. O Sol já se escondia, como se avisasse o final daquele momento. Quando cheguei na trilha para o asfalto, me sentei na areia. Não queria ir embora, queria ficar ali e sentir novamente todas as sensações vividas até o rochedo. Me arrependi de não ter tentado andar entre as pedras para ver o que havia do outro lado e não conhecia muito bem o local para tentar achar outro caminho. Além disso, era quase noite e no escuro tudo fica mais difícil. Esperei pela Lua, tinha me esquecido que ela estava minguante. O momento realmente tinha acabado, mas eu simplesmente não conseguia levantar. Fiquei sentada, contemplando o mar negro como a noite, olhando as estrelas e tentando descobrir o que elas tinham a me dizer, só havia silêncio. Elas também não tinham mais nada a declarar.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
A estrada
A estrada fez uma curva, sempre fui contra elas. Pra quê dar voltas quando sabe onde se quer chegar e que o menor trecho entre os dois pontos é uma linha reta? Por isso gosto tanto da Imigrantes, dentre outros motivos que não interessam agora. Mas o fato é que a estrada fez uma curva, sem sinalização, nem nada. Se eu tivesse pernas boas pra andar, juro que teria seguido reto, abrindo picadas no mato e agüentando as picadas dos mosquitos. Até pensei, desci do carro por um instante, tentei ver o quanto conseguia me embrenhar mato à dentro, mas estava mais complicado do que eu pensava. Falta de prática, de força, de instrumentos adequados, sei lá. Voltei pro carro, conformada e comecei a curva. Uma atrás da outra, as danadas. E agora sem placas, pra eu não ter certeza do destino. Logo comigo, que adoro placa e sinalização e só dirijo de óculos pra prestar mais atenção nelas, decorando cidade por cidade que passei. Fiquei torcendo pra aquele monte de curva ser igual a Serra das Araras, que eu gosto tanto quanto a Imigrantes, e por tantos outros motivos que aqui também não interessam. Pra ser dessas serras que a gente pára pra tomar água de coco, observar a vista e, quem sabe, até registrar o momento numa foto. Mas que você sabe exatamente onde vai dar e é no mesmo lugar que a pretensa reta te levaria.