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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

segunda-feira, abril 19, 2010

Gestos

A verdade é que ando bem inspirada e, hoje, especialmente romântica (de chorar em final de seriado...rs). Mas é verdade também que ando um tanto crítica, principalmente em relação ao que escrevo. Parece tudo repetido, imitativo ou sem graça. Mas os pensamentos desregrados e desalinhados, que motivam a escrita, são bem novidade. I feel so brand new...

Sempre me preocupei com palavras, declarações abertas e, até mesmo, escarradas. Ultimamente, ando afixionada pelos gestos, que estão aos montes na minha vida. Incisivos, certeiros e abertamente declarados, mais do que qualquer palavra poderia ser.

Tantos, e tão deliciosos, que me fazem sorrir, mesmo em dias como hoje, de humor prejudicado pela chatice paulistana e pelos vírus de começo de inverno. E é por isso que "até quem me vê, na fila do pão, sabe que eu te encontrei" - porque eu não resisto a uma imitação, ainda mais se for de uma breguice sem fim... ;)

segunda-feira, abril 12, 2010

Ilha do Medo


Normalmente não utilizo essa fonte pra recomendar nada de concreto, mas por esse filme vale a pena "quebrar protocolos". Ainda mais porque TEM que ser visto no cinema.

Suspense da melhor categoria, com fotografia e trilha de tirar o fôlego (tensão pura), direção impecável de Scorsese, os sempre maravilhosos Leonardo di Caprio e Mark Rufallo - maravilhosos em todos os sentidos ;) e um roteiro incrível. Dá vontade de ler o livro "Paciente 67" mesmo já sabendo o final, que, aliás, é PERFEITO.

Vale muito cada real do ingresso (e olha que cada dia são mais reais...) pra entrar de verdade no clima do filme, algo que só a telona pode fazer por você.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Sentir-se amado

Trechos do texto da Martha Medeiros:

“(...) Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. (...)

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. (...)

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.”

terça-feira, janeiro 26, 2010

Insanidade

Balaio de gato, controvérsias.
Torrente de emoções sem controle.
Palavras tolas, sem motivo.
Necessidade de intensidade vazia...

Será que todo mundo é assim?
Almeja a tranquilidade,
Enquanto causa a tormenta?
Insanidade isolada ou coletiva?

domingo, dezembro 13, 2009

Pisca-pisca

"...a vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca.
A gente nasce, isto é, começa a piscar.
Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu.
Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso.
É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais.(...)
A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso.
Um rosário de piscadas.
Cada pisco é um dia.
pisca e mama;
pisca e anda;
pisca e brinca;
pisca e estuda;
pisca e ama;
pisca e cria filhos;
pisca e geme os reumatismos;
por fim, pisca pela última vez e morre.
– E depois que morre – perguntou o Visconde.
– Depois que morre, vira hipótese.
"

Monteiro Lobato, em Memórias da Emília. Genial essa boneca!