Eu podia falar aqui e agora sobre minha opinião a respeito de tantas coisas que tem acontecido e que são notícia. Tenho opinião sobre todas elas e já gostei muito de discutir qualquer assunto. Mas desde quando o mundo virou essa chatice bipartida, de extremistas para ambos os lados e para qualquer assunto, eu comecei a me desestimular com qualquer discussão, a do boteco e a da internet.
Não sei precisar quando isso começou, mas com as redes sociais com certeza isso ficou tão claro e cotidiano que transformou a chatice dessa gangorra em uma esterilidade total em qualquer conversa. As pessoas não querem mais saber as opiniões de ninguém, elas querem mudá-las e transformá-las em uma unanimidade (alguém já disse que toda unanimidade é burra, não?). As pessoas não querem mais nada intermediário, ou você é 8 ou 80 ou é em cima do muro. E se é diferente delas, com certeza é burro.
Então, pra que falar, me diz? Pra que discutir, pra que tentar acordos sociais de boa convivência? Pra que tentar praticar a civilidade? Pra que tentar aceitar a opinião dos outros? Se no fundo a gente continua sendo um bando de tolos que não consegue aprofundar nenhum assunto porque não sabe ceder nem debater, só reclamar...
E pra reclamar, eu estou fora. Não adiantou pra mim até agora e acho que vai continuar não adiantando. Então, prefiro assim: guardarei minhas opiniões para momentos oportunos onde ela é requerida legalmente e me reservo o direito de por aqui só falar amenidades. Porque nessas felizmente AINDA não há grandes radicalismos. Vamos aproveitar!
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
quinta-feira, abril 18, 2013
domingo, abril 14, 2013
O que você deveria saber sobre mim...
Eu não faço questão de vencer em nenhum jogo, apesar de gostar. Prefiro poder jogar.
Eu não faço questão de concordar com ninguém, apesar de gostar. Prefiro tentar persuadir.
Eu não faço questão de brigar com ninguém, e isso eu não gosto. Prefiro conciliar.
Eu não faço questão de saber das coisas do mundo, apesar de gostar. Prefiro aprender.
Eu não faço questão de ter pertences, apesar de gostar. Prefiro ter o que querer.
Eu não faço questão que façam o que eu quero, apesar de gostar. Prefiro conhecer.
Porque o válido na vida é participar... É ser parte.
Eu não faço questão de concordar com ninguém, apesar de gostar. Prefiro tentar persuadir.
Eu não faço questão de brigar com ninguém, e isso eu não gosto. Prefiro conciliar.
Eu não faço questão de saber das coisas do mundo, apesar de gostar. Prefiro aprender.
Eu não faço questão de ter pertences, apesar de gostar. Prefiro ter o que querer.
Eu não faço questão que façam o que eu quero, apesar de gostar. Prefiro conhecer.
Porque o válido na vida é participar... É ser parte.
domingo, março 03, 2013
Adulta
Sinto uma saudade gostosa quando penso no meu primeiro emprego de verdade,
como enfermeira em um PSF lá no leste da zona leste de São Paulo. Não pelo
trabalho em si (ou também), mas porque foi a época em que aprendi a ser adulta.
Já havia flertado com essa idéia de ser adulta. E, muitas vezes, acreditava mesmo já ser, mas não era. Definitivamente!
E a gente não vira adulto assim, do dia pra noite. É uma construção, um descobrir-se, um inventar-se. E, pra mim, isso aconteceu pelo trabalho. Pela sensação real de que ali começava a se desenhar quem seria a Camila adulta.
E é quando me lembro daquele PSF, daquelas pessoas, do caminho da Marginal e da Assis Ribeiro, da falta de lugar para almoçar, do cansaço do fim do dia, da salada de mil coisas com kani e molho parmesão, de comprar a máquina de lavar sem saber mexer na trava, de tentar fazer comida e comer tudo duro e sem sabor, de silêncio toda noite na minha casa nova e sozinha... É quando me lembro de tudo isso que me remeto a como cresci e me tornei adulta.
E foi tão bom! Tem gente que insiste em não crescer. Não os culpo. Quando a gente é adolescente parece que se tornar adulto é algo como a morte. Mas não é. Ao menos pra mim, não foi. Foi mágico e saboroso.
Já havia flertado com essa idéia de ser adulta. E, muitas vezes, acreditava mesmo já ser, mas não era. Definitivamente!
E a gente não vira adulto assim, do dia pra noite. É uma construção, um descobrir-se, um inventar-se. E, pra mim, isso aconteceu pelo trabalho. Pela sensação real de que ali começava a se desenhar quem seria a Camila adulta.
E é quando me lembro daquele PSF, daquelas pessoas, do caminho da Marginal e da Assis Ribeiro, da falta de lugar para almoçar, do cansaço do fim do dia, da salada de mil coisas com kani e molho parmesão, de comprar a máquina de lavar sem saber mexer na trava, de tentar fazer comida e comer tudo duro e sem sabor, de silêncio toda noite na minha casa nova e sozinha... É quando me lembro de tudo isso que me remeto a como cresci e me tornei adulta.
E foi tão bom! Tem gente que insiste em não crescer. Não os culpo. Quando a gente é adolescente parece que se tornar adulto é algo como a morte. Mas não é. Ao menos pra mim, não foi. Foi mágico e saboroso.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Realidade
Não sou propriamente uma pessoa realista, até porque
realismo demais destrói a capacidade de sonhar. Mas amo a realidade! Sim, promessas são maravilhosas, mas tem prazo
de validade. Não dá pra viver de promessa, de expectativa, do que pode ser... Há
de se mesclar na vida um pouco do que vai acontecer com aquilo que já se
concretizou. E tudo tem que ser bom. Se você acha que o melhor sempre está por
vir, é bom refletir sobre o quanto aproveita aquilo que tem e o quantos dos
seus desejos você de fato quer que se realizem. Realidade, meu amigo.
Realidade...
quarta-feira, janeiro 16, 2013
Cuidado
Tenha cuidado! Gritam as mães nos parques, quando você vai atravessar a rua, quando vai sair sozinha pela primeira vez, quando vai dirigir, viajar...
Tenha cuidado! Gritam as mães todas às vezes que você não está ao alcance delas, seja das mãos ou da visão.
Pedir cuidado é a forma mais bela de cuidar. É confiar que o outro pode se cuidar, mas lembrá-lo que ele tem ainda mais um motivo pra fazê-lo: seu bem querer. É quase uma espécie de reforço misturada com lembrete.
Então tenha cuidado, cuide-se e cuide.
Tenha cuidado! Gritam as mães todas às vezes que você não está ao alcance delas, seja das mãos ou da visão.
Pedir cuidado é a forma mais bela de cuidar. É confiar que o outro pode se cuidar, mas lembrá-lo que ele tem ainda mais um motivo pra fazê-lo: seu bem querer. É quase uma espécie de reforço misturada com lembrete.
Então tenha cuidado, cuide-se e cuide.
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