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36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.

sábado, fevereiro 02, 2008

E agora?

Tem dias que a gente não sabe o que fazer consigo mesmo. Que o apartamento parece gigante, os livros vazios, a televisão sem opção, as músicas repetitivas e o computador enfadonho. O sono não chega, a cama te expulsa, a geladeira não tem nada que te interessa e você simplesmente se sente sozinho.
Dá vontade de pegar o telefone, mas você não quer atrapalhar ninguém.
Dá vontade de pegar o carro, mas você não tem pra onde ir.
Dá vontade de deitar no colo, mas você não alcança o seu.
Dá vontade de conversar sozinho, mas sua voz nunca é o suficiente.
Ainda bem que esses dias são raros e passam, de uma forma ou de outra. Nesses momentos, me rendo ao consolo da caneta (ou do teclado).

E sempre tem alguém que também já escreveu algo sobre o que você está sentindo...
"E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?"
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Moulin Rouge by camarim

Inspirada pela montagem de pedaços de músicas no filme Moulin Rouge, quis também fazer minha pequena “arte”. Obviamente, a melodia deixaria muito a desejar e esta em nada se compara a original, mas fica como uma versão tupiniquim dessa admiradora dos verdadeiros gênios.

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
É só pensar em você que muda o dia
E quando eu durmo no seu colo você me faz sentir de novo o que eu já não sentia mais
Quando não estás aqui sinto falta de mim mesmo e sinto falta do meu corpo junto ao teu

E é tão grande o amor que a gente faz que até os absurdos são reais
Eu trocaria a eternidade por esta noite. Porque está amanhecendo? Peço o contrario, ver o sol se por...
Já está chegando a hora de ir
Mas meu coração não compreende a razão de me arrancarem de ti

Se fosse só sentir saudade mas tem sempre algo mais, é uma dor que dói no peito
Sou feliz agora. Não, não vá embora, não
Não vá embora, fique um pouco mais

Como é difícil ter que ir e te deixar, te abraçar e resistir, dar adeus, me despedir
Cada minuto é muito tempo sem você
Espero que o tempo passe, espero que a semana acabe pra que eu possa te ver de novo

Eu quero ter o teu amor, espero
Durma bem meu amor

terça-feira, janeiro 29, 2008

Nova paixão - Quintana

A IDADE DE SER FELIZ
Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Fim?

Existe um assunto em voga em uma parte seleta da mídia e que tem sido um mote constante em minha vã filosofia: a terminalidade. Começo pelo "existe vida após a morte?" e termino não sei bem onde. No caminho percorrido, percebo apenas como somos relutantes em aceitar o fim.

O ser humano insiste em eternizar os momentos, os relacionamentos, os sentimentos, as ilusões, o planeta, a si mesmo... Qualquer morte, seja ela do que for, causa um impacto inigualável. Procuram-se motivos, culpados e catarticamente há a tortura de pensar no "se", como se algo pudesse modificar ou reverter o fato.

Não seria mais fácil compreendermos que é assim: tudo tem começo, meio e fim? Racionalmente falando pode ser, mas não é fácil ter somente umas 3 horas do seu dia pra você (tirando as 8 do trabalho, as 2 do trânsito, umas 2 pra comer, mais 1 pra se vestir e pra higiene pessoal e 8 pra dormir) e uma expectativa de vida relativamente baixa e, ainda assim, ter que aceitar que momentos bom acabem e que você também vai acabar.

Diante de tanta dificuldade pra chegar a alguma conclusão definitiva, seja porque ainda não amadureci a idéia ou porque simplesmente reluto com ela como todos os demais, a única pseudo conclusão que consigo ter é: aproveite tudo, sempre, ao máximo.

Trabalhe com afinco e paixão, aproveite o trânsito para cantar e pensar, coma com prazer, aproveite o banho para sentir o aroma e a delícia da água, sonhe acordado e dormindo, desfrute da companhia das pessoas que você ama e que te fazem felizes, leia, assista filmes, ouça muita música, gargalhe e eternize cada momento dentro de você...

Se tudo acaba mesmo, que o começo, o meio e até o fim deixem a sensação de ter valido a pena.

Observação: Assistam ao filme Meet Joe Black (Encontro Marcado). Poucas pessoas chegam ao final da vida como o personagem do Anthony Hopkins... Mas vale a pena tentar!

domingo, janeiro 20, 2008

Vivendo em paz

Não consigo achar a música, não conheço a melodia. Sei apenas as palavras, muitas delas de cor, que já me são o suficiente nesse momento.
Observação importante: Mesmo assim, se alguém tiver a música, pode me enviar que eu agradeço muitíssimo!!!!

Vivendo em Paz
Tuzé Abreu

Quem se salva nessa brasa, quem acende um fogo novo
Cruza a crise, colhe a calma
Alegra a alma desse povo
Vive em paz e harmonia
Abre a porta da alegria
Amor, meu amor, minha vida
Meu sonho, meu caso
Te amo, te adoro, contigo eu me caso
Agora aqui fora ou dentro de nós
Na dança, na lança, na tranca
Trocando carícias
Cantando ou calados
Curtindo delícias
Querendo, sabendo, vivendo em paz