Existe um assunto em voga em uma parte seleta da mídia e que tem sido um mote constante em minha vã filosofia: a terminalidade. Começo pelo "existe vida após a morte?" e termino não sei bem onde. No caminho percorrido, percebo apenas como somos relutantes em aceitar o fim.
O ser humano insiste em eternizar os momentos, os relacionamentos, os sentimentos, as ilusões, o planeta, a si mesmo... Qualquer morte, seja ela do que for, causa um impacto inigualável. Procuram-se motivos, culpados e catarticamente há a tortura de pensar no "se", como se algo pudesse modificar ou reverter o fato.
Não seria mais fácil compreendermos que é assim: tudo tem começo, meio e fim? Racionalmente falando pode ser, mas não é fácil ter somente umas 3 horas do seu dia pra você (tirando as 8 do trabalho, as 2 do trânsito, umas 2 pra comer, mais 1 pra se vestir e pra higiene pessoal e 8 pra dormir) e uma expectativa de vida relativamente baixa e, ainda assim, ter que aceitar que momentos bom acabem e que você também vai acabar.
Diante de tanta dificuldade pra chegar a alguma conclusão definitiva, seja porque ainda não amadureci a idéia ou porque simplesmente reluto com ela como todos os demais, a única pseudo conclusão que consigo ter é: aproveite tudo, sempre, ao máximo.
Trabalhe com afinco e paixão, aproveite o trânsito para cantar e pensar, coma com prazer, aproveite o banho para sentir o aroma e a delícia da água, sonhe acordado e dormindo, desfrute da companhia das pessoas que você ama e que te fazem felizes, leia, assista filmes, ouça muita música, gargalhe e eternize cada momento dentro de você...
Se tudo acaba mesmo, que o começo, o meio e até o fim deixem a sensação de ter valido a pena.
Observação: Assistam ao filme Meet Joe Black (Encontro Marcado). Poucas pessoas chegam ao final da vida como o personagem do Anthony Hopkins... Mas vale a pena tentar!
Quem sou eu
- Camila Marim
- 36 anos, curiosa e viajante. Nas horas vagas, também dona de casa, professora e enfermeira.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
domingo, janeiro 20, 2008
Vivendo em paz
Não consigo achar a música, não conheço a melodia. Sei apenas as palavras, muitas delas de cor, que já me são o suficiente nesse momento.
Observação importante: Mesmo assim, se alguém tiver a música, pode me enviar que eu agradeço muitíssimo!!!!
Vivendo em Paz
Tuzé Abreu
Quem se salva nessa brasa, quem acende um fogo novo
Cruza a crise, colhe a calma
Alegra a alma desse povo
Vive em paz e harmonia
Abre a porta da alegria
Amor, meu amor, minha vida
Meu sonho, meu caso
Te amo, te adoro, contigo eu me caso
Agora aqui fora ou dentro de nós
Na dança, na lança, na tranca
Trocando carícias
Cantando ou calados
Curtindo delícias
Querendo, sabendo, vivendo em paz
Observação importante: Mesmo assim, se alguém tiver a música, pode me enviar que eu agradeço muitíssimo!!!!
Vivendo em Paz
Tuzé Abreu
Quem se salva nessa brasa, quem acende um fogo novo
Cruza a crise, colhe a calma
Alegra a alma desse povo
Vive em paz e harmonia
Abre a porta da alegria
Amor, meu amor, minha vida
Meu sonho, meu caso
Te amo, te adoro, contigo eu me caso
Agora aqui fora ou dentro de nós
Na dança, na lança, na tranca
Trocando carícias
Cantando ou calados
Curtindo delícias
Querendo, sabendo, vivendo em paz
quarta-feira, janeiro 16, 2008
30 anos
Em homenagem a minha grande amiga que faz 30 anos amanhã e em minha própria homenagem, já que estou praticamente lá (pensando bem, vou ter que mudar o subtítulo do meu blog muito em breve), segue parte de uma crônica do Mário Prata:
"O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'. (...) São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam."
Quando tínhamos 18 anos, achávamos que aos 30 nossas vidas seriam completamente diferentes do que são e seu término estaria mais próximo do que está. Engraçado chegarmos lá nos sentindo tão bem com o que somos, sabendo que há tanto caminho pela frente e ainda com uma sensação de começo. Deve ser o fim do retorno de Saturno no nosso ciclo de vida, o que me lembra uma música linda, do eterno Renato, que vem bem a calhar com o momento:
"E aos vinte e nove com o retorno de Saturno, decidi começar a viver..."
E que o início seja maravilhoso, com o fôlego e a vitalidade dos 20 e a sabedoria e a tranqüilidade dos 40. Mistura boa, que só os 30 podem te proporcionar.
"O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'. (...) São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam."
Quando tínhamos 18 anos, achávamos que aos 30 nossas vidas seriam completamente diferentes do que são e seu término estaria mais próximo do que está. Engraçado chegarmos lá nos sentindo tão bem com o que somos, sabendo que há tanto caminho pela frente e ainda com uma sensação de começo. Deve ser o fim do retorno de Saturno no nosso ciclo de vida, o que me lembra uma música linda, do eterno Renato, que vem bem a calhar com o momento:
"E aos vinte e nove com o retorno de Saturno, decidi começar a viver..."
E que o início seja maravilhoso, com o fôlego e a vitalidade dos 20 e a sabedoria e a tranqüilidade dos 40. Mistura boa, que só os 30 podem te proporcionar.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Pátria
Não sei bem o que é.
Adaptação, costume, cultura, paixão...
Só sei que descobri que nasci direitinho onde deveria.
Sol, calor, mar.
Feijão, cachaça, churrasco.
Samba, forró, bossa nova.
Gente, energia, alegria.
Tem jeito de não gostar?
Adaptação, costume, cultura, paixão...
Só sei que descobri que nasci direitinho onde deveria.
Sol, calor, mar.
Feijão, cachaça, churrasco.
Samba, forró, bossa nova.
Gente, energia, alegria.
Tem jeito de não gostar?
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Heróis
Quantas vezes em sua vida você já posou de herói? Ainda que isso lhe custasse algum sacrifício, afinal não há atitude heróica que não venha acompanhada de, no mínimo, bastante altruísmo. Quantas vezes você se sentiu responsável por "salvar" alguém, manter as pessoas "seguras" ou qualquer coisa que o valha? Ainda que para isso abrisse mão da sua própria salvação, por assim dizer. Por vaidade de ser o herói de alguém ou porque este é o estereótipo que se espera de alguém "bom", não importa. Todos passamos por isso.
Mas ninguém é herói de ninguém. Mesmo os mais famosos por suas atitudes heróicas tinham imensas fragilidades e, com certeza, não ficavam nada confortáveis com as expectativas ao redor deles.
Estamos por aqui apenas em busca de nos descobrir no mundo e em nós mesmos. Vamos sangrar no meio do caminho, vamos sonhar, vamos perceber que o importante é viver o agora, o que pudermos experimentar com nossos sentidos... e tudo isso fará parte da estrada.
Despir-se dos personagens que criamos para saciar tantas expectativas, nossas e dos outros, é uma lição difícil de aprender. Cada pedaço dela arranca partes de você, abre feridas. Mas quando enfim ela termina, você descobre alguém maravilhoso por detrás de toda aquela roupagem e apaixona-se por si mesmo. Isso vale cada minuto de angústia...
E, deixando o preconceito de lado, apreciem esta música que me inspirou:
"Se eu quiser chorar, não ter que fingir, sei que posso errar, que é humano se ferir. Parece absurdo, mas tente aceitar que os heróis também podem sangrar. (...) Seja como for, agora eu sei que o meu papel não é ser herói no céu. É na Terra que eu vou viver. (...) Sou só mais alguém querendo encontrar a minha própria estrada pra trilhar (...) E não é fácil."
Mas ninguém é herói de ninguém. Mesmo os mais famosos por suas atitudes heróicas tinham imensas fragilidades e, com certeza, não ficavam nada confortáveis com as expectativas ao redor deles.
Estamos por aqui apenas em busca de nos descobrir no mundo e em nós mesmos. Vamos sangrar no meio do caminho, vamos sonhar, vamos perceber que o importante é viver o agora, o que pudermos experimentar com nossos sentidos... e tudo isso fará parte da estrada.
Despir-se dos personagens que criamos para saciar tantas expectativas, nossas e dos outros, é uma lição difícil de aprender. Cada pedaço dela arranca partes de você, abre feridas. Mas quando enfim ela termina, você descobre alguém maravilhoso por detrás de toda aquela roupagem e apaixona-se por si mesmo. Isso vale cada minuto de angústia...
E, deixando o preconceito de lado, apreciem esta música que me inspirou:
"Se eu quiser chorar, não ter que fingir, sei que posso errar, que é humano se ferir. Parece absurdo, mas tente aceitar que os heróis também podem sangrar. (...) Seja como for, agora eu sei que o meu papel não é ser herói no céu. É na Terra que eu vou viver. (...) Sou só mais alguém querendo encontrar a minha própria estrada pra trilhar (...) E não é fácil."
Assinar:
Postagens (Atom)